5 Dicas fundamentais para fazer sexo na água

Já é noite, todos foram dormir e vocês deram uma escapadinha para nadar no escuro. Vocês estão na suíte mais chique do motel e as coisas começam a esquentar na hidromassagem. A praia é deserta, vocês estão no mar e a pele molhada brilha sob o toque do sol tornando o clima irresistível. Qualquer um consegue imaginar inúmeras situações em que sexo na água pode ser romântico, sexy, excitante, ou até divertido. Infelizmente, a vida nunca é tão perfeita quanto os filmes e fazer isso tudo na realidade pode ser bem mais complicado e problemático do que parece. Mas não precisa desistir de seus sonhos ainda, com as dicas do Aquelas Coisas nada é impossível.

1 – Atenção à lubrificação

Água não é lubrificante. Não importa se parece que sim, a água não vai ajudar nada a deslizar mais fácil. Pior: além de não ajudar, a água, em contato com a vagina, tira aos poucos a lubrificação natural da mulher. Se você vai mesmo fazer sexo na água, não quer que ninguém acorde com irritações nas genitais e espera encontrar um ritmo gostoso, compre um lubrificante. Alguns lubrificantes, inclusive, são especialmente interessantes para esse momento por serem à base de silicone, portanto resistentes à água.

2 – Pense bem nas posições

Transar na água é diferente por inúmeros motivos e isso obviamente impacta sua escolha de posições. Em primeiro lugar, lembre-se que você está em um lugar escorregadio e que o filme no qual você se inspira é de romance, não comédia. Opte por posições seguras, confortáveis e estáveis. Outro ponto importante é que, conforme dito acima, talvez a lubrificação não esteja no seu melhor momento. Escolher posições que deixam a vagina mais apertada que o normal ou que tornam o encaixe difícil pode ser uma péssima ideia.

A dica aqui é, fiquem de frente um para o outro e deixem que a mulher abrace a cintura do homem com as pernas e sente-se nele. Assim vocês devem encontrar alguma estabilidade e um encaixe fácil sem deixar o clima de romance se perder. O empuxo da água vai deixar a mulher mais leve, portanto carregá-la não deve ser um problema.

3 – Olho na saúde

É importante deixar claro que dificilmente você fará sexo na água sem se submeter a nenhum risco de saúde. Dito isso, vale a pena entender os principais problemas, seja para tentar se prevenir deles ou para pensar nos cuidados posteriores.

A rotatividade de pessoas em um motel pode fazer com que a hidro ou a banheira dele sejam as piores opções. Nesse ambiente, é impossível atestar que a higienização foi perfeita, portanto há grande risco de inflamações, infecções e até contração de doenças.

Piscinas também passam longe de ser seguras. Os produtos químicos e micro-organismos presentes nela podem causar infecções e inflamações, especialmente na vagina, que pode ter seu ph alterado e suas bactérias naturais, que geralmente só fazem bem, “irritadas”. Não bastasse isso, as piscinas ainda costumam estar contaminadas pela urina daqueles seus amigos que têm preguiça de ir até o banheiro. Essa urina, ao ser empurrada para dentro da vagina no ato sexual, também pode causar infecções.

Quando falamos de mar, o sal é menos problemático do que se imagina. Ele pode sim causar alguma ardência ao entrar em contato com pequenas micro lesões comuns à prática sexual, mas ele por si só não deve representar um problema. Novamente, os micro organismos são a maior ameaça, especialmente em contato com a vagina. Atenção também, é claro, para sua segurança. Ondas, correntezas e chãos de areia aumentam ainda mais o risco de um “acidente de trabalho”.

Seja onde for, após fazer sexo na água procure tomar um banho o mais rápido possível, lavar a região genital com um sabonete íntimo adequado e ficar de olho em quaisquer sintomas que possam indicar algum problema.

4 – Sexo na água também exige proteção

Eu não sei quem disse que sexo na água não transmite DST’s e nem engravida, mas essa pessoa certamente estava errada. Os órgãos genitais estão em contato, há esperma, há troca de fluidos, há possibilidade de existirem micro lesões… tudo o que é necessário para que uma doença seja transmitida ou um óvulo seja fecundado está lá. Assim sendo, sim, você precisa usar camisinha até embaixo d’água.

Outro mito equivocado é o de que você deve se preocupar com o sal marinho interferindo na funcionalidade da camisinha. As garantias que a camisinha oferece aqui são as mesmas que em uma situação comum, considerando, é claro, que ela seja colocada corretamente. O único fator que realmente merece uma atenção especial é, novamente, a lubrificação. Normalmente, as camisinhas já contam com um lubrificante externo, que, se não é a coisa mais incrível do mundo, ao menos ajuda. Dessa vez, no entanto, você está por conta própria. A água lavará esse lubrificante antes mesmo que você tenha a chance de melar seus dedos nele.

5 – Seja respeitoso com os outros

A praia está realmente deserta? Você vai conseguir evitar que caia esperma na piscina do seu amigo? Só você usa a banheira da casa em que você está? Essa dica deveria ser óbvia, mas vale lembrar: nenhum momento de romance justifica a falta de consideração com os outros. Seja higiênico, respeite os limites que o espaço e o momento te impõem e, se for o caso, deixe a aventura para um momento e local mais apropriado.

Agora sim! Você já tem todas as informações necessárias para tomar as melhores decisões quando você e seu parceiro(a) estiverem molhadinhos. Sexo na água não é a coisa mais recomendável do mundo, mas também está longe de ser proibido. Observe a situação, avalie os riscos e depois conte pra gente. Qual é a sua dica sobre sexo na água?

5 Dicas fundamentais para fazer sexo na água was last modified: agosto 9th, 2019 by João
Category : Dúvidas de Sexo
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