BDSM e Bondage: Guia para Iniciantes no Sexo Sadomasoquista

“Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas correntes e cordas me excitam”. Rihanna mostrou deixar o passado de garota boazinha para dizer o que realmente gosta, pelo menos na música “S&M” – letras que representam o sado e o masoquismo na sigla BDSM. A cantora já assumiu que gosta do papel de submissa e que, de leve, um tapinha não dói. Acompanhado, então, de acessórios para um sexo sadomasoquista básico, excita ainda mais!

Provavelmente você conheceu o mundo BDSM por meio dos livros e filmes da série “50 Tons de Cinza”, nos quais se explora de maneira breve alguns preceitos do sexo BDSM e a relação de Dominação e Submissão de Christian Grey e Anastasia Steele. Ao ler e assistir cenas quentes do casal, muitos outros casais abriram um espaço na vida do “sexo baunilha” para adicionar “caldas” de outros sabores e explorar novas partes da sexualidade.

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Cada letra do BDSM representa um tipo de prática sexual, uma vez que o termo é abrangente e inclui uma ampla gama de atividades eróticas na qual os casais se dispõem a experimentar e levar uma nova experiência para a intimidade. Por exemplo: técnicas de imobilização, restrição dos sentidos, palmadas, entre outras características correspondentes à prática sexual.

Vontade e receio são duas coisas que andam juntas ao decidir tentar alguma prática de sexo com BDSM a fim de sentir mais prazer durante as transas, porém a ideia de sentir dor pode ser atormentadora para muitos. Para quem está intrigado e ainda não sabe por qual corda e corrente começar, este guia rápido para iniciantes ajudará a dar o primeiro de muitos nós em sua relação. Vem ver!

O que é BDSM e Bondage?

Em algum momento você curtiu levar uma palmada durante o sexo ou não resistiu à tentação de ver a pele do parceiro exposta e aplicou um belo tapa? Este foi um dos comportamentos sexuais vindos do BDSM. Vai, confessa: quem nunca lançou um “Bate, que eu gosto!” #SemCensura

O BDSM é uma variedade de práticas sexuais frequentemente eróticas e que envolve diversas atividades. Esse comportamento é conhecido por parafilia, um padrão de comportamento sexual do qual a fonte de prazer não está no sexo em si, mas em alguma atividade associada ao momento.

A sigla é hoje usada como um acrônimo abrangente das atividades sexuais que envolvem bondage, dominação, sadismo e masoquismo. Em um plano maior da prática, o BDSM se divide em B/D (Bondage e Disciplina), D/S (Dominação e Submissão) e S/M (Sadismo e Masoquismo).

O Sadismo e Masoquismo fazem parte do comportamento sexual, em que dor e humilhação são requeridas para a excitação sexual. E aqui, nada de tapinha. Quanto mais forte e veemente for o açoite, mais prazeroso ele é! Já a relação de Dominação e Submissão envolve o comportamento submisso e o domínio de uma pessoa para a outra.

O Bondage, por sua vez, é a prática consensual de amarrar ou restringir os movimentos do parceiro para estimulação erótica, estética e somatos sensorial – sistema sensorial que permite experimentar sensações em diversas partes do corpo, que pode ser promovida pelo tato, temperatura ou dor. Muitos casais acabam usando o bondage como uma forma de expressar sexualmente o desejo de dominar o outro por meio de ações psicológicas.

De Onde Surgiu BDSM e Bondage?

Estudos sobre a sexualidade humana e as preferências sexuais do que excita cada um surgem desde os momentos em que o psicanalista Freud publica os “Três Ensaios da Teoria da Sexualidade”. Porém, 1918 é considerado o ano de estreia para o universo fetichista com a publicação da “London Life”, a primeira revista comercial com tendências do universo BDSM. Nela circulavam propagandas de festas e encontros privados.

A prática passou a ganhar mais popularidade em 1946 com a revista “Bizarre” – um nome perspicaz para quem não fazia parte da comunidade e via aquelas imagens como algo “bizarro”. O conteúdo da publicação era voltado ao Bondage, à Dominação e ao Fetichismo, e sua distribuição era feita em clubes e ambientes sadomasoquistas. Inclusive, o editor da “Bizarre” era um bondagista.

A mais famosa modelo que apareceu em diversas publicações foi a mais conhecida Pin-Up da história, Bettie Page, cuja foi fotografada em diversas situações de “donzela em perigo” – no papel de mocinha inocente e indefesa, como mandava o costume da época. Aliás, a franja lisa e convexa foi uma tendência das pin-ups criado pela modelo.

E sabe o fetiche pelo couro? Pois é. Essa influência no vestuário dos simpatizantes e praticantes do BDSM surgiu quando os soldados da Segunda Guerra Mundial começaram a aparecer em clubes de motociclistas usando roupas pretas e bem justas – o que acabou virando o símbolo dos fetichistas.

Mas, foram os anos 1990 que popularizaram o BDSM e o interesse das pessoas por cordas, dominação e fetiche se expandiu, quando passou a existir mais locais para o encontro de quem sentia interesse por tais atividades. Em 1992, Madonna alçou o BDSM do underground ao mainstream com sua fase musical Erótica, na qual usava apetrechos de couro, chicotes, arreios e outros objetos característicos. Quando lançou o livro “Sex”, chocou o mundo com fotos dedicadas ao submundo do BDSM e da Bondage, nas quais ela é personagem principal. Um marco!

Aqui no Brasil, o BDSM se popularizou em meados de 1980-90 por meio de revistas, como a “Internacional”, a “Ele e Ela” e a “Fiesta”, principais veículos de divulgação na época. Qualquer pessoa que tivesse interesse em encontrar algum mestre ou submisso para sadomasoquismo, enviava um anúncio e esperava ser publicado. E demorava tanto que era mais fácil ter uma carta lida pela Xuxa! #SentaLáCláudia

Nos dias de hoje, a comunidade está ainda maior. Existem redes sociais e fóruns dedicados exclusivamente para quem gosta de BDSM, além de livros e filmes com propósito de explorar este mundo. A internet ajudou na dinâmica interativa e facilitou encontrar mais pessoas com interesses e desejos em comum, a fim de sentirem a mistura de prazer e dor. E mais: existem bares e festas por todo o mundo, inclusive o Brasil, que exploram a temática fetichista para os clientes se interessarem mais pelas práticas. Se você já foi em algum, nos conte!

Já o Bondage, arte da amarração, origina-se nos anos 1940-50 por influência do cinema da época, que colocava cenas clássicas de mulheres amarradas por vilões em trilhos de trem, postes ou árvores. A atividade já foi tema de diversos filmes, como “Os Que Chegam com a Noite”, com Marlon Brando, e “¡Átame!”, com Antonio Banderas. O exemplo mais recente de bondage veio com o filme “50 Tons de Cinza”, na icônica cena em que Grey amarra os pulsos de Anastasia com a própria gravata de seda. #MeAmarraSrGrey

Dominador e Submissa: Conheça o Dever de Cada Um

Ao pensar em BDSM e Bondage há um estigma visual de que só os homens sejam os dominadores e as mulheres submissas, como mostrado antigamente. Isso se dava por questões culturais de uma época em que a figura masculina deveria demonstrar poder e a mulher submissão. Hoje, isso mudou! Que bom, não é?!

Atualmente, muitos homens gostam de estar em uma situação de humilhação e submissão aos pés de uma Dominatrix – mulher dominadora que dita as ordens do jogo e, se precisar, deixa algumas marquinhas no corpo para o submisso realmente se disciplinar e obedecer quem está no comando. E ai de quem não entrar na linha com elas!

No BDSM também existem os “switchers”, termo do BDSM para quem gosta de ficar nas duas posições, tanto de dominador quando submisso – ou seja, uma inversão de papéis.

Assim como o teatro, o dominador e o submisso são papeis interpretados pelo casal, sendo que um tem mais controle da situação, enquanto o segundo, mais passividade e disposição a ser obediente. Lembrando que os deveres de cada um abaixo são apenas alguns exemplos do que pode ser feito durante a relação, visto que antes de iniciar o BDSM é necessário conversar e estabelecer os limites, dependendo muito da situação da relação e da disponibilidade para se envolver. #SeJoga

Os Deveres do Dominador e da Dominatrix

  1. É preciso cuidar da submissa a todo o momento das práticas BDSM e Bondage e certificar-se de que ela não está ferida fisicamente ou mentalmente.
  2. O dominador precisa ser claro e dizer tudo que pretende fazer com a pessoa para que não a pegue de surpresa e a traumatize.
  3. Ter bom senso e saber a hora de parar de bater e humilhar caso passe dos limites.
  4. Nunca, jamais, em hipótese alguma faça algo sob efeito de drogas, álcool e momentos de raiva. Isso pode ser fatal!
  5. Adestrar para que a submissa (o) esteja sempre feliz em te servir.
  6. Ter uma nova postura perante os estigmas de uma “relação baunilha”, como ciúmes, inveja e monopolização do parceiro.
  7. Prover ajuda em outras questões da vida, como estimular estudar, encontrar um trabalho, etc.

Os Deveres do Submisso e do Escravo

  1. Deve empenhar-se em conhecer bem o dominador, os seus gostos e preferências. Saber o que o agrada em cada momento.
  2. Buscar a evolução sempre, enfrentar seus limites e se esforçar para aprender cada vez mais.
  3. Por mais que o dominador pareça ter a maior posição, o submisso deve ser ouvido pelo “dono”, pois ele ditará qual o ponto limite da atividade.
  4. Cum
  5. prir as ordens dadas sem pestanejar e sentir-se honrado em realizá-las.
  6. Deverá prever e prover todas as necessidades do seu dono sem que seja necessário lembrar deste dever.
  7. Nunca faltar com a verdade ou pronunciar palavras duvidosas que ensejem duplo sentido.

Como Praticar o BDSM: Quais as Regras Mais Comuns?

Para quem procura uma forma de dar início em uma relação BDSM iniciante e testar os limites em que prazer e dor se misturam, é preciso ser claro sobre o tipo de desejo erótico que está disposto a explorar, confidenciar as ideias ao parceiro, definir limites, viver uma aventura de cada vez e alinhar o papel que cada um terá durante os momentos. Estabelecer regras é inevitável para que nada fuja do controle.

– Para dominadores, nunca extrapole os limites com sua parceira. Vocês estão descobrindo o prazer ainda de modo suave. Tapas leves e suaves apertões nos mamilos são suficientes para sair do “sexo baunilha” e descobrir um sexo bem mais saboroso.

– Vá com calma, o mundo não vai acabar amanhã! É muito comum no início se empolgar com alguma cena de filmes BDSM e querer reproduzir.

– Pediu para parar, parou! Sem mais, nem menos!

– Se estão brincando de algo levemente mais hardcore – por exemplo, com chicotes – defina uma palavra de segurança que seja fácil de memorizar. Nem pense em colocar o nome de Dom Pedro II, ok?!

– Cheque como vocês se sentem após a brincadeira. Receber o feedback após o sexo BDSM é uma forma de saber se os limites foram ultrapassados ou mantidos.

Segurança Durante o Sexo BDSM

Como dito nas regras, ter uma palavra de segurança fácil é essencial e deve ser combinada com antecedência. Pode ser “amarelo”, “azeitona”, “Simba”, etc… O importante é que a palavra seja curta e fácil. Quem está no papel dominador precisa estar atento ao que acontece com o outro e se os tapas estão acima do limite aceitável.

No filme “50 Tons de Cinza”, o Sr. Grey toma uma das atitudes que na comunidade BDSM é considerada inválida e foge das regras. Ele aplica um castigo à Anastasia e um momento de raiva. Os praticantes do BDSM refutam este comportamento e dizem que para este tipo de relação Dominador e Submisso é preciso ter cuidado e não castigar sob este tipo de efeito emocional.

Cuidados com as Partes Sensíveis do Corpo no BDSM

Algumas áreas mais sensíveis do corpo devem ser tratadas com mais cuidado na hora do sexo sadomasoquista. Nas mulheres, é necessário tomar cuidado com a parte interna das coxas, pescoço, antebraço, mamilos, seios, clitóris, lábios vaginais e ânus, que são muito sensíveis e todas as ações devem ser monitoradas para que nenhum tipo de problema aconteça – por exemplo, ao utilizar grampos genitais ou prendedores de mamilos, nunca exceder o máximo 20 minutos.

Homens também possuem partes do corpo muito sensíveis, principalmente pênis, glande, períneo, testículos e mamilos. Caso a prática BDSM envolva usar velas, por exemplo, é preciso usar com parcimônia, uma vez que a parafina líquida quente é o que arde na pele. Portanto, ao pingar cera de vela nos mamilos é preciso tomar cuidado para não provocar queimaduras ou ferimentos nesta parte sensível do corpo.

Os Melhores Brinquedos para Sexo BDSM

Agora que você já sabe como praticar o sexo BDSM, as regras a serem seguidas e os cuidados com as partes sensíveis do corpo, chegou o momento de saber quais os melhores brinquedos para fetiche sadomasoquista que causam leve dor e ainda elevam o prazer do casal para um outro universo sexual.

Algemas – O mais famoso dos métodos de contenção de movimentos e que promove muita excitação durante uso. Algemas com pelúcia são os mais indicados para quem está começando no BDSM, pois não ferem os pulsos e possuem sistema antipânico para soltar o submisso facilmente. Além disso, ser algemado faz parte de uma das fantasias sexuais favoritas dos brasileiros. Confira as melhores algemas eróticas.

Chicote – O açoite na pele proporciona prazer para quem recebe a chicotada e estimula visualmente quem aplicou. O melhor chicote para iniciantes é o tipo Flogger. Ele possui tiras curtas e em vasta quantidade (parecido com um espanador). O que chama atenção deste chicotinho é o barulho excitante das tiras ao chocar com a pele – ao melhor estilo “Beeeeto Carreirooo, Tchá!!”. Confira os melhores chicotes.

Palmatória – De madeira, vinil ou couro, este é o acessório de fetiche mais indicado para aplicar boas palmadas no bumbum. Iniciantes devem dar preferência às palmatórias feitas de couro, pois o impacto é mais excitante e menos dolorido. O máximo que vai fazer é deixar uma marquinha vermelha! Confira as melhores palmatórias e chibatas.

Prendedores de Mamilos – Quem está disposto a testar os limites de dor, pode começar ligando grampos aos mamilos. Como a aréola é uma parte muito sensível do peitoral feminino e masculino, a pressão criada pelo acessório gera dor aliada ao prazer da zona erógena. Para iniciantes, o melhor prendedor é o ajustável no mamilo e não machuca. Confira os melhores grampos de mamilos.

Vibrador de Mamilo – Proporciona o mesmo efeito dos grampos para mamilos, mas com a diferença de vibrar nos mamilos. Ajustável, prende-se facilmente sem soltar e possui o bônus da vibração. Este é bom para nível iniciante, intermediário, avançado, Mestre, Herói, Jedi… Confira os estimuladores de mamilo.

Terapia de Choque – Se você treme ao pensar em colocar o dedo na tomada é melhor deixar este brinquedo de lado, mas se a ideia de um choquinho te apetece, por que não? A terapia controla a eletroestimulação em doses homeopáticas para gerar prazer. Por sua leveza, pode ser utilizada mais para testar sua habilidade de controle e saber até onde um choque pode te excitar ou dar um sustinho. Confira a terapia de choque.

Como Praticar o Bondage: Quais as Regras das Cordas?

Se você gosta de dominar ou ser dominado com contenção dos movimentos, o bondage pode ser uma atividade considerável. Além de não envolver dor diretamente, como no sexo sadomasoquista. O bondage é, a princípio, o ato de amarrar, conter, aprisionar ou restringir os movimentos e/ou sentidos, para fins eróticos e de estímulo sexual.

O prazer do bondagista está ligado ao seu prazer com a textura das cordas e as marcas deixadas na pele. Há dois tipos de bondagistas: o primeiro, mais sádico, vislumbra no submisso todas as práticas de tortura que poderia fazer com a pessoa amarrada. Já o segundo praticante é um pouco mais romântico, pois teria mil ideias de carícias e atos focados no prazer e no estímulo sexual.

No tutorial de como praticar o bondage, você não precisa de muito: corda, gravata, cinto, barbante, fita adesiva, correntes, fio de ferro, etc. Vale tudo na hora de amarrar alguém. Porém, antes de começar a praticar, é preciso ter memorizado na mente as regras e as partes mais sensíveis do corpo para não “dar ruim” durante os jogos de bondage.

– Nunca, jamais e em momento nenhum deixe o submisso amarrado sem supervisão. Uma simples ida ao banheiro pode transformar o momento de prazer em uma tortura.

– Confira periodicamente cada extremidade dos membros para analisar se estão normais, não estão frios ou arroxeados, doloridos ou dormentes. Se estiverem, afrouxe as cordas ou desfaça os nós e evite amarrar aquele local da mesma maneira.

– Assim como explicado nas Regras do BDSM, aqui também é válido reafirmar: não faça atividades do Bondage sob efeitos de drogas ou bebidas alcoólicas. Tanto o dominador quando o submisso.

– Evite deixar alguém preso por muito tempo na mesma posição. Cerca de 30 minutos a 1 hora é tempo suficiente para aproveitar bastante a sessão. Alguns iniciantes não devem ser mantidos nem por 10 minutos. O tempo aumenta conforme a atividade é executada.

Segurança Durante o Bondage

Qualquer atividade do BDSM é preciso estar bastante atento com a segurança do submisso para que nenhum tipo de problema aconteça. Principalmente quando se está lidando com amarrações e privação de movimentos. Mas, como ainda estamos no nível básico, não se preocupe que você ainda terá tempo para aprender todos os truques de nós existentes. Enquanto isso, nada de tentar algo mais elaborado hein! Um simples nó feito incorretamente pode “dar ruim”!

Algumas precauções devem ser tomadas ao iniciar na arte das cordas. Antes de tudo, tenha uma tesoura sem pontas à disposição para cortar a corda ou as amarras, caso necessário. Isso é mais para garantir que, em um eventual desespero do submisso, a liberdade esteja a um corte de distância. Lembre-se: vocês ainda são novatos na prática do bondage, então é totalmente plausível que isso ocorra. Mas, não fique com neuras. Bondage para iniciantes possui o intuito de dar prazer e sair da mesmice da relação.

Se você estiver usando correntes e cadeados, tenha chaves reservas por perto e mantenha sempre a chave principal em um local onde, mesmo a submissa amarrada, consiga alcançar. E, claro, não esqueça da palavra de segurança!

Cuidados com as Partes Sensíveis do Corpo

Antes de passar a corda e fazer nós de marinheiro pelo corpo do submisso e pendurá-la no lustre da sua casa, é preciso conhecer a anatomia do corpo e saber quais os pontos mais sensíveis que não podem ficar presos por muito tempo, nem comprimir com nós muito apertados.

Cuidados com compressão no braço (na parte próxima às axilas), pulsos e tornozelos. Estes locais não devem ser presos com nós muito fortes e nem mil voltas de corda, pois são articulações sensíveis.

Muito importante: nunca comprima – em hipótese alguma – pescoço (região da garganta), axilas, antebraço, genitália e na parte detrás dos joelhos. São locais vitais, por onde veias que levam sangue ao coração ficam. Portanto, nunca apertar com força.

Sexo Amarrada: Das Fitas Adesivas às Correntes

Já conhece o Bondage, sabe quais as regras do jogo, os cuidados com a segurança e as partes vitais do corpo? Então é hora de brincar! Para amarrar o submisso, você não precisa de muito. Se for iniciante, coisas que você tem em casa bastam para começar a vivenciar o momento e curtir as emoções.

Porém, antes que você pegue uma fita isolante ou vá até a papelaria comprar fita adesiva para amarrar o parceiro (que péssimo, hein?), confirme quais os melhores produtos para conter o escravinho (a) e tomar seu controle.

Cordas – Item mais básico, para iniciantes o mais indicado são cordas de 2,5m, 5m e 10m para facilitar a variedade de nós. O material pode variar. Algumas são feitas de seda, algodão, nylon e outros materiais sintéticos. Confira as melhores cordas.

Amarras – São semelhantes às cordas. A diferença é que as amarras são produtos pensados para prender pulsos e tornozelos. Elas são as mais indicadas para iniciantes, pois são macias, feitas de tecido e fáceis de amarrar na cama ou na dobradiça das portas. Confira as melhores amarras.

Coleira e Guia – A coleira e a guia são modos de contenção usadas para domesticar o submisso. Geralmente, o escravo (ou cachorrinho) não tem outras partes do corpo amarradas ou imobilizadas, porém o dono o prende em algum local de castigo, enquanto sai para ver Netflix. Confira as melhores coleiras e guias.

Mordaça – É um método fácil de combinar com as cordas durante as brincadeiras mais picantes. Iniciantes devem usar com parcimônia uma mordaça e dobrar a atenção com o submisso, uma vez que a mordaça impede o outro de falar e dizer a palavra de segurança. Confira as melhores mordaças.

Ball Gag – Semelhante à mordaça, a Ball Gag é um tipo de bola que encaixa na boca e impede que o “escravo” fale. Provoca um pouco de sofrimento, para quem gosta de dor, uma vez que o submisso fica com a bola presa na boca por um determinado período de tempo. É usado como uma forma de punição, para restringir a fala. Confira as melhores ball gags.

Fitas Adesivas – Nada de ir até a papelaria da esquina e pedir a fita durex mais resistente que tiver. Para a dominação Bondage é importante que os materiais sejam seguros para o submisso que se dispõe a estar neste momento com você. As melhores são as fitas próprias para a prática, que não grudam no cabelo, não deixam resíduos, podem ser reutilizadas e não irão marcar sua pele como uma fita adesiva comum. Confira as melhores fitas adesivas.

Correntes – Indicadas para iniciantes e avançados. Para os iniciantes, manter o parceiro preso, acorrentado à cama ou a outro móvel, pode já satisfazer a vontade de experimentar o Bondage com concorrentes. Para os mais experientes, suspender a submissa (o) no teto é um prazer. É preciso ter um espaço específico para a atividade, além de usar correntes seguras. O toque frio das correntes em contato com a pele quente aumenta o tesão e a adrenalina do momento, deixando o ato mais prazeroso, sensual e excitante. #BeijoRihanna Confira as melhores correntes.

Tá Amarrado! Nós de Bondage Básicos

Muita gente pode pensar que para fazer nós do bondage é preciso ter experiência na Marinha e fazer nós complicados, certo?! Errado! Não é preciso se alistar para aprender nós básicos para amarrar o submisso. Como já dissemos, é possível até amarrar com fita própria para bondage. Assim, a vida de todo mundo fica mais fácil, não é?!

Como o bondage é uma adaptação do Kinbaku, conhecido no ocidente por Shibari, é usado técnicas, nós e laços mais simples. O Shibari é uma arte de amarração erótica que valoriza, além da imobilização do outro, o visual que as cordas trançadas no corpo proporciona. Além disso, é uma técnica que estimula diversos pontos do corpo ligados à energia sexual. Como esta prática é um pouco mais avançada, deixamos o assunto para outro post, ok?! #NosCobrem

O básico dos nós é feito a partir do “bight”. Quando segurar a corda com as duas pontas juntas, a curva feita no meio é o “bight”. Aprendendo este primeiro movimento, os nós para iniciantes ficam mais fáceis e, aqui, ensinamos 3.

Amarração de Coluna Simples

Comece com o bight por cima do pulso. Dê duas voltas com a corda ao redor do braço do parceiro, acima do punho. Após as duas voltas, passe o bight por cima das voltas e depois por baixo.

Amarração de Coluna Dupla

Posicione os braços paralelos um ao outro (palma com palma) e dê duas voltas com o bight em ambos os braços, mantendo espaço entre os punhos. Após a segunda volta, cruze o bigh com as pontas, de forma que fiquem paralelas com os braços. Passe as pontas por baixo de toda a amarração, cercando as voltas.

Junção de braços

Comece com a Amarração de Coluna Dupla. Passe a corda em volta de ambos os braços e passe as pontas por dentro desta volta, entre os braços. Aperte a volta puxando a corda suave, mas com firmeza na direção das mãos. Após isso, leve a corda em direção aos cotovelos e repita o processo para formar uma segunda volta. Repita os passos com o que sobrar de corda e finalize com um nó comum na nuca.

GOSTOU? Nós também adoramos! Viu só como é possível começar no BDSM sem se assustar com a dor e ainda tirar o máximo de prazer com cordas e chicotes. Diga para nós se você já aprontou algo no BDSM e Bondage e compartilhe este post com seus amigos. Eles irão adorar! Até a próxima!

BDSM e Bondage: Guia para Iniciantes no Sexo Sadomasoquista was last modified: agosto 9th, 2017 by AquelasCoisas
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