cirurgia de redesignação sexual

Entenda a cirurgia de redesignação sexual

A cirurgia de redesignação sexual é uma importante conquista das pessoas trans. Com ela, muitas pessoas conseguem adequar seu corpo à sua sexualidade. Mas como funciona essa cirurgia? Ela tem riscos grandes? E que tipos de benefícios ela traz? Há muita desinformação acerca do tema, o que gera muito preconceito e alguns riscos para a saúde dos futuros pacientes. Felizmente, para solucionar a ignorância basta a informação. Então preste atenção nas próximas linhas e aprenda o que há de mais importante sobre o assunto.

Cirurgia de redesignação sexual ou readequação genital?

Para começo de conversa, há de se discutir o termo. Por exemplo, cirurgia de mudança de sexo é uma forma tecnicamente incorreta de se referir à operação. Cirurgia de redesignação sexual é, do ponto de vista médico, o termo mais adequado. Por isso, é assim que nos referiremos ao procedimento aqui. Apesar disso, é importante saber que esse termo também é questionado. A comunidade transsexual recomenda a denominação “cirurgia de readequação genital”. A ideia por trás desse termo é a cirurgia não modifica a sexualidade do paciente. A pessoa a ser operada já é transsexual. O procedimento existe apenas para que seu órgão genital seja “condizente” com sua orientação.

Por que fazer a cirurgia de redesignação sexual?

Nome aparte, é importante entendermos acima de tudo a escolha por fazer essa operação. E é inevitável que comecemos pelo mais óbvio e importante ponto positivo: a vontade do paciente. A cirurgia de redesignação sexual é, antes de mais nada, uma forma de fazer com que uma pessoa sinta-se confortável em seu próprio corpo. É o respeito pela identidade de gênero e pela orientação sexual. É o entendimento de que não somos definidos pelo corpo em que nascemos. E isso tudo não tem preço.

Além disso, a cirurgia ainda tem se mostrado excelente para a saúde mental dos pacientes a longo prazo. Estudos mostram que a chance de um transsexual precisar de tratamento mental diminui em 8% a cada ano após a cirurgia. O valor disso torna-se ainda maior se observado que indivíduos trans tem 6 vezes mais chances de precisarem de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico por problemas de depressão ou ansiedade. Indivíduos tratados apenas com hormônios não apresentam a mesma melhora.

A importância do pré e do pós operatório

Apesar de todos os benefícios, a cirurgia de redesignação sexual exige muitos cuidados. O primeiro deles é o planejamento. Não dá pra simplesmente tomar a decisão e operar na semana seguinte. Em primeiro lugar, porque operar é uma decisão muito grande. Há de se considerar que haverá uma mudança imensa no corpo do paciente. E toda grande transformação física pode ser traumática. Por conta disso, é fundamental que haja um acompanhamento psicológico. Além disso, é preciso também um acompanhamento médico. Tanto o comum a qualquer cirurgia quanto um mais específico devido ao pós operatório.

O acompanhamento psicológico e psiquiátrico pós o procedimento é fundamental também. É muito comum que hajam crises de depressão e vontades repentinas de reverter o processo. Esse risco é reduzido com um bom acompanhamento pré-operatório, mas sempre existirá. No entanto, na maioria das vezes isso é passageiro e não tomar atitudes precipitadas é essencial. Para completar, o pós operatório tem ainda o tratamento hormonal. Outro bom motivo para ficar muito atento com a saúde física e mental.

Como é a cirurgia masculina?

A cirurgia de redesignação sexual não é muito invasiva e oferece baixos riscos de procedimento. No caso da masculina, a “construção” do novo pênis é simples. O clítoris é desprendido do osso púbico e posicionado como glande. Utiliza-se a mucosa da vagina para criar uma extensão da uretra. Esta será será revestida pelos pequenos lábios para que o pênis ganhe grossura. Simultaneamente, os grandes lábios são usados para a construção de uma bolsa escrotal. Ainda é possível que procedimentos como a remoção do útero sejam feitos simultaneamente.

Como é a cirurgia feminina?

A cirurgia feminina exige um trabalho plástico um pouco mais complexo. Apesar disso, os riscos seguem muito baixos. Nesse procedimento, os médicos removem os testículos e preservam a pele da bolsa escrotal. Ela será usada juntamente com parte da pele do pênis para revestir a nova vagina. A glande, por sua vez, será usada juntamente com o tecido nervoso que reveste o pênis para a construção do clítoris. A nova vagina é posicionada em uma incisão entre o reto e a bexiga. Nessa operação, o canal urinário é reduzido e também reposicionado.

Dúvidas esclarecidas? A cirurgia de redesignação sexual, ou de adequação genital, é um grande avanço para a medicina. Mais do que isso, ela é um grande avanço na luta por direitos dos transsexuais. Obviamente trata-se de um procedimento grande, o que deve inspirar cuidados. Mas com bastante informação e o acompanhamento ideal, só temos a ganhar com ela.

Entenda a cirurgia de redesignação sexual was last modified: Maio 20th, 2020 by João
Category : Geral
Tags :