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Priapismo: o que é e como evitar?

Talvez você nunca tenha ouvido falar de priapismo. E se tudo correr bem, talvez nunca faça diferença nenhuma em sua vida ter ouvido. Mas como é melhor prevenir do que remediar, que tal um pouco de informação? O Aquelas Coisas traz agora o guia definitivo sobre um problema que, se ignorado, pode ter consequências terríveis. Mas, que com nossa ajuda, vai ser no máximo um susto.

O que é priapismo?

Priapismo é o nome dado para quando o pênis permanece ereto de maneira involuntária por muito tempo mesmo após a ejaculação. Para aqueles interessados em continuar transando depois da primeira, isso pode parecer legal. Mas, não confunda, essa ereção não é boa e nem prazerosa. O priapismo, na maior parte das vezes, envolve dor e a incapacidade de por fim à ereção. Depois de algum tempo, as consequências podem ser bem problemáticas.

O nome do problema é uma referência ao deus grego Priapo, símbolo de produtividade e fertilidade nas plantações. Priapo era representado como um homem que possuía um órgão sexual grande e sempre ereto. Por conta disso, ele se tornou também símbolo de virilidade.

Como acontece o priapismo?

Para tornar-se ereto, o pênis possui um mecanismo ligado ao fluxo sanguíneo. Há no órgão duas estruturas chamadas corpos cavernosos. Quando estas estão cheias de sangue é que se dá a ereção. Para que essa ereção se mantenha, a pressão interna do sangue fecha as veias através das quais ele sairia. Após a ejaculação, há uma queda de pressão interna, essas veias reabrem e ocorre a detumescência. Ou seja, o pênis volta a ficar flácido.

O priapismo pode se dar de duas maneiras. A mais simples delas é a não-isquêmica. Nesta, algum trauma peniano faz com que forme-se um canal de comunicação entre uma artéria e uma veia do pênis. Esse canal faz com que o fluxo de sangue nos corpos cavernosos mantenha-se abundante e a ereção se mantenha. O priapismo não-isquêmico, no entanto, corresponde a apenas 5% dos casos.

O outro tipo de priapismo é o isquêmico. Este se dá quando o sangue por algum motivo não consegue sair dos corpos cavernosos. Nesse caso, os riscos são maiores porque as células do pênis ficam sema cesso a oxigênio e nutrientes. A morte dessas células pode levar a impotência e, nos piores casos, até à amputação do órgão.

Há ainda um caso de priapismo conhecido como shuttering. Esse, no entanto, se comporta exatamente como o isquêmico. O que o caracteriza é a ocorrência de episódios subsequentes e de menor duração.

O que causa priapismo isquêmico?

O priapismo isquêmico possui três tipos de causa: as hematológicas, as urológicas e as ligadas ao sistema nervoso. As hematológicas, como o nome já diz, são ligadas a algum problema sanguíneo que altera a viscosidade do sangue. Essa alteração faz com que a saída de sangue fique comprometida. Destacam-se como causas a talassemia, a leucemia e a anemia falciforme (responsável por 25% dos casos).

As causas urológicas são ligadas ao uso incorreto ou indevido de artifícios que interferem na ereção. Por exemplo, o uso excessivo de medicamentos injetáveis para tratamento de disfunção erétil, como a papaverina. Medicamentos de uso oral, como o viagra, e brinquedos sexuais, como o anel peniano, também podem causar o problema se mal utilizados. Por fim, as causas ligadas ao sistema nervoso estão quase sempre ligadas ao abuso de substâncias químicas. Drogas ilícitas, como cocaína e heroína, e alguns antidepressivos podem gerar o problema.

Diagnóstico e tratamento

Antes de mais nada, não exagere no medo. Ereções podem se manter após ejaculação sem que haja nada de errado. Apenas busque ajuda médica caso haja dor ou a duração passe das três horas após o coito.

Uma vez no hospital, o diagnóstico se dará de maneira simples. Basta uma conversa e a observação do médico. Exames apenas serão necessários para identificação da causa ou para casos persistentes. O tratamento, que deverá ser tratado como urgência, se baseia na interrupção da ereção. Para isso, serão utilizadas medidas de sucção do sangue aprisionado ou medicamentos para contração dos vasos. As duas medidas visam a queda de pressão interior nos corpos cavernosos. Caso ambas não sejam efetivas, é possível que haja necessidade de intervenção cirúrgica.

Prevenção

A prevenção do priapismo está diretamente ligada à sua causa. Em casos de priapismo isquêmico de casos urológicos ou ligados ao sistema nervoso, deve ser simples. Será necessária a interrupção ou ajuste do consumo da substância potencialmente problemática. Para causas hematológicas, a prevenção é exatamente o tratamento da doença em questão. Para doenças mais graves e de difícil solução, há remédios que podem ser prescritos especificamente para evitar o priapismo. Já nos casos de priapismo não-isquêmico, é necessário identificar o canal criado pelo trauma no órgão. Nesses casos, a intervenção cirúrgica é mais comum, apesar de não ser uma certeza.

Priapismo é coisa séria. É claro que não precisamos nos desesperar por pouco, mas não negligencie sua saúde. A imaturidade ou a falta de respeito ao problema podem custar muito caro. Se você possui doenças sanguíneas como as citadas aqui, pergunte ao seu médico sobre seus riscos. Da mesma forma, se você nota uma constante demora na detumescência do pênis, converse com um urologista. Como dissemos no começo do texto: é melhor prevenir que remediar.

Priapismo: o que é e como evitar? was last modified: Março 31st, 2020 by João
Category : Geral
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