drogas no sexo

Qual a influencia das drogas no sexo?

Sexo, drogas e rock n’ roll é uma das grandes frases da história. O rock até parece bem encaixado com os outros dois, mas qual o papel das drogas no sexo? Isso obviamente varia muito de caso a caso. Qual a droga? Quão familiarizado o usuário está a ela? Qual o contexto dessa relação sexual? As variáveis são muitas, mas com um pouco de informação fica mais fácil tomar decisões. Então se ajeite na cadeira e preste atenção nesse texto para que sua próxima experiência sexual não seja uma droga.

A mais frequente das drogas no sexo: o álcool

Para começar do começo: sim, álcool é uma droga. E o fato de ser legalizado não é suficiente para que seus efeitos sejam relevados. Apesar disso, parece normal, certo? Quem nunca consumiu álcool antes de transar? Mais do que isso, quem nunca transou realmente bêbado(a)? Seja depois de uma festa, um jantar regado a vinho, um churrasco com os amigos… a presença das drogas no sexo é encabeçada pelo álcool.

Mas será que fazer isso é uma boa ideia? Em muitos momentos parece ser. O álcool é um ótimo lubrificante social. Fica mais fácil interagir, conversar e estreitar relações com uma cervejinha na mão. Além disso ele ajuda a relaxar, o que pode ser ótimo para pessoas muito tensas. Esses efeitos podem te colocar em um estado emocional e psicológico mais confiante e leve. Daí o interesse de tanta gente por transar um pouquinho alcoolizado.

No entanto, a verdade é que o uso do álcool muito mais prejudica do que ajuda sua experiência sexual. Em primeiro lugar por alguns efeitos físicos. Por exemplo, o álcool desidrata e diminui a sensibilidade. Isso pode dificultar a lubrificação da mulher, a ereção do homem e, é claro, o orgasmo dos dois. Além disso, quando estamos sob efeito de álcool nossa capacidade de raciocínio e análise em longo prazo fica comprometida. Assim sendo, condutas sexuais perigosas podem se tornar mais comuns. Desde o não uso de preservativos até problemas ainda mais graves. Por exemplo, torna-se muito mais difícil oferecer ou não seu consentimento a uma relação sexual. Nem sempre há lugar para as drogas no sexo.

Maconha: cuidado com o contexto

Muito menos problemática que o álcool, mas ainda exigindo certos cuidados. Fisicamente, a maconha não deve oferecer grandes problemas à relação sexual. Na verdade, a erva pode inclusive ajudar a aumentar a sensibilidade e o relaxamento. Mas isso não significa que você deva sair por aí fumando sempre que for transar.

Em primeiro lugar, por uma razão óbvia: maconha é ilegal. Mas, como o assunto são drogas, podemos partir do pressuposto de que esse ponto já está abordado para todas. Vamos aos outros, então. A maconha é conhecida por ampliar nossas sensações físicas e psicológicas. Para muitos isso pode ser excelente. Momentos de tesão, envolvimento e paixão são potencializados e a experiência pode ser ainda melhor. Para outros, no entanto, o problema pode começar aí.

Algumas situações podem tornar essa amplificação em um redutor de libido, tirando seu foco da relação. Mais do que isso, por vezes, a maconha pode provocar paranoias e inseguranças, o que certamente cortará o clima. Por exemplo, se você estiver em algum lugar onde não se sente à vontade. Ou se seu momento emocional não for dos mais estáveis. O principal cuidado quando o assunto é maconha é esse: leia o ambiente e o momento. As drogas no sexo seguem um pouco da lógica que seguem na vida. Por exemplo, essa dica vale para todas as vezes que você for usar essa droga. O sexo é apenas outro exemplo.

Os estimulantes que não estimulam: cocaína, anfetamina e similares

A cocaína é uma presença constante em histórias sobre orgias, bacanais e grandes noitadas. Uma clássica presença das drogas no sexo. Isso pode fazer muita gente associar essa droga a uma ótima performance. Não caia nesse erro. A cocaína, assim como a anfetamina e outros estimulantes, passa longe de ser uma boa ideia para quem vai transar.

Em primeiro lugar, o efeito físico da droga pode parecer positivo, mas não é. O principal sintoma a influenciar no sexo é o aumento dos batimentos e da circulação sanguínea. Essas mudanças fazem com que nossa sensibilidade aumente. Da mesma forma, aumenta a dificuldade para atingir o orgasmo sem prejudicar a ereção. Isso pode transmitir a falsa impressão de que podemos transar mais, por mais tempo e “sentindo mais”. O erro, no entanto, é óbvio. Você não está sentindo mais prazer. Na verdade, está mais difícil sentir prazer. Você só está durando.

E o pior e talvez nem valha a pena durar nessa situação. Em primeiro lugar porque, em longo prazo, esses efeitos podem diminuir muito sua capacidade de sentir prazer e até mesmo de se excitar (e ficar ereto, no caso do homem). E em segundo lugar porque a experiência de transar sob efeito de cocaína não é a mesma. Além da redução do prazer, a parte psicológica do sexo fica muito comprometida.

Sob efeito de cocaína, nossos desejos e vontades pessoais e de curto prazo tendem a falar mais alto. Isso pode levar a um aumento da conduta sexual perigosa, exatamente como no álcool, ou até pior. Além disso, a falta de sono somada aos sintomas da droga pode nos tornar agressivos, mal humorados ou hiperativos demais. Quem aqui quer um parceiro(a) pense apenas em si, exagere na intensidade das coisas e ainda não seja carinhoso? Talvez a cocaína seja a pior das drogas no sexo (pelo menos das abordadas aqui).

MDMA: o lugar das drogas no sexo e o do sexo nas drogas

Às vezes uma droga tem tão pouco a ver com sexo que ela pede por outro tipo de momento. É o caso do MDMA. Também chamada de Ecstasy, essa droga tem muito mais a ver com sentimentos do que com sexualidade. E isso se explica especialmente pelos efeitos psicológicos gerados por ela.

Quando estamos sob efeito de MDMA, ficamos extremamente eufóricos. Além disso, nossa capacidade de empatia também aumenta. Nenhuma dessas sensações é exatamente ideal para uma situação sexual. Faz muito mais sentido dançar e conversar, por exemplo. Além disso, a droga intensifica nossas experiências emocionais e de proximidade. E isso não tem nada a ver com desejo. É tudo de uma forma mais pura, mais fraterna. Aliás, para relações sexuais com desconhecidos ou pessoas mais distantes, isso pode ser problemático.

O resumo da ópera é: MDMA não pede sexo. Pode não ser exatamente um problema, mas passa longe de ser ideal. Às vezes a questão não é o papel das drogas no sexo, mas sim o papel do sexo nas drogas. O efeito do MDMA abre muitas outras portas mais interessantes. Demonstre amor, seja empático, coloque o corpo para mexer e deixa o sexo para depois.

A mais imprevisível das drogas no sexo: LSD

LSD é uma das drogas sobre as quais menos sabemos. A escassez de pesquisas sobre esse assunto torna tudo um pouco misterioso. Mas o pouco que sabemos já nos ajuda a analisar sua influência no sexo. Falar das drogas no sexo, quando o tema é LSD, é muito mais falar do efeito puro da droga do que focar no aspecto sexual. Ao usar LSD, nos tornamos muito suscetíveis à “onda” do momento. Os caminhos do pensamento, as vontades, os sentimentos, tudo fica meio imprevisível. É claro que podemos ter controle sobre isso e “guiar” o caminho dessa viagem, mas apenas até certo ponto. No sexo, as coisas vão funcionar da mesma maneira.

Transar sob efeito de LSD pode ser uma experiência incrível. As sensações podem ser intensificadas. O vínculo emocional pode mudar completamente de patamar. Tudo pode parecer transcendental. Por outro lado, o excesso de sensações e pensamentos provocados pela droga podem tirar nosso foco. Podemos ficar distraídos, desinteressados e até mesmo termos dificuldades para nos excitarmos. Tudo depende do momento, das conexões que seu cérebro fará ali.

Além disso, o LSD pode provocar uma sensação de “perda de identidade”. Uma espécie de dificuldade para nos reconhecermos como nós mesmos. Por vezes, até mesmo uma sensação de estarmos vivendo em terceira pessoa. Esse é outro sintoma que pode tanto tornar a experiência mais intensa e surreal quanto menos interessante e descolada de nós mesmos.

A dica é não forçar a barra. Usar LSD com o propósito de transar ou tornar o sexo obrigatório sob efeito da droga é um caminho problemático. Deixe o momento de guiar, saiba navegar com a corrente. Se acabar rolando, que seja porque fez sentido naquele momento. Vale lembrar também que LSD é uma droga muito psicológica e que altera nossa percepção. Assim sendo, a chance é maior de tudo ir bem se a relação for com alguém que já conhecemos e que também está sob efeito da droga.

Imprevisibilidade, conduta sexual perigosa, desinteresse, dificuldade para atingir o orgasmo… essas foram algumas das palavras e expressões usadas em nossa análise. Para um leitor atento, fica fácil perceber que o lugar das drogas no sexo não é tão simples. O ponto positivo é que ninguém precisa de droga nenhuma para transar, certo? Existem formas bem mais seguras e interessantes de relaxar ou aumentar sua sensibilidade. Formas pensadas exatamente com a finalidade sexual. Quando estiver se preparando para uma noite de sexo, você não precisa passar na adega ou na biqueira. É melhor acessar o Aquelas Coisas e aproveitar tudo sóbrio, de cabeça limpa.

Qual a influencia das drogas no sexo? was last modified: Janeiro 21st, 2020 by João
Category : Geral
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