viagra feminino

Viagra Feminino: o que já sabemos?

Foi liberado nos Estados Unidos o remédio que promete revolucionar a vida sexual de muitas mulheres. Conhecido como viagra feminino, o Vyleesi já está disponível no mercado. Mas que remédio é esse? Ele funciona exatamente como o viagra? É seguro? As dúvidas são inevitáveis. Pensando nisso, o Aquelas Coisas decidiu trazer o guia definitivo sobre o assunto. Se você está curiosa e a procura de mais informações, chegou no lugar certo.

O que é viagra feminino?

Para começo de conversa, precisamos entender o que é esse tal viagra feminino. Obviamente, ele não é tão simples quando o verdadeiro viagra ou outras soluções masculinas. Afinal, estimular o desejo sexual na mulher é algo bem diferente de simplesmente causar uma ereção. No caso masculino, o efeito é simplesmente físico e envolve o acúmulo de sangue no pênis. Já no caso da mulher, o efeito é psicológico e hormonal. O Vyleesi promete reduzir a ansiedade e, ao mesmo tempo, aumentar a libido. Para isso, sabe-se que o remédio faz uso da substância bremelanotide. O composto atua diretamente nos receptores de melanocortina. Entretanto, como essa atuação melhora o desejo sexual e reduz a ansiedade ainda é um mistério.

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Como usar?

Se entender o funcionamento do viagra feminino é difícil, usar parece ser bem mais fácil. O remédio é injetável e o produto já vem com um aplicador. A dose padrão é de 75 mg/0,3 ml e a aplicação deve ser realizada no abdômen ou na coxa. Recomenda-se que a injeção seja usada 40 minutos antes da relação e no máximo uma vez por dia. Vale lembrar que o produto ainda não está disponível no Brasil.

Para quem o viagra feminino foi desenvolvido?

Uma das coisas mais importantes a serem lembradas é que o viagra feminino não é para qualquer um. O viagra masculino também não deve ser usado sem prescrição, é claro. Mas sabemos que a realidade não é bem essa. No caso do Vyleesi, no entanto, o problema é bem maior. A primeira restrição é para mulheres que estão na menopausa. Não há grandes registros sobre o efeito do remédio nesse caso, então usar não é uma opção. Além disso, o remédio não deve ser usado por mulheres em situação comum de falta de tesão. Apenas devem usar Vyleesi mulheres diagnosticadas com transtorno do desejo sexual hipoativo. Lembrem-se: estamos falando de um remédio. Assim, de algo que não deve ser usado sem necessidade real.

Há riscos?

A resposta para essa pergunta é muito difícil. Afinal, ainda faltam muitas informações sobre o viagra feminino. O que com certeza existem são efeitos colaterais. Pesquisas realizadas indicam que 40% das usuárias tiveram náuseas. Além das náuseas, dores de cabeça e excesso de calor também foram sintomas relatados. Quanto à existência de riscos mais severos, existem sim preocupações. Não se sabe ao certo que riscos existem para pessoas fora do espectro previsto. Por exemplo, as que já estão na menopausa. Além disso, pouco se sabe sobre o uso do remédio em longo prazo. Os impactos psicológicos possíveis também ainda são um mistério. Por fim, há ainda um risco associado à real efetividade do remédio, que não está completamente comprovada.

E o efeito social?

Outro possível problema a ser observado no viagra feminino é o impacto social. O direito da mulher de escolher quando quer ou não transar já não é respeitado em diversos casos de violência, inclusive doméstica. É preocupante imaginar que existirá um remédio capaz de “garantir” seu desejo. A falta de informação sobre isso somada ao machismo estrutural de nossa sociedade pode ser muito perigosa. Por outro lado, existe também um viés positivo no que diz respeito ao cuidado sexual da mulher. Sabemos que o tesão e o desejo feminino ainda é muito reprimido. Por isso, é importante encontrar cada vez mais formas de tratar transtornos ligados à perda de libido. É importante entender que o desejo sexual da mulher é saudável.

Muitos possíveis problemas, muita falta de informação, mas também muita esperança. O viagra feminino ainda não está disponível em nosso país, portanto o problema (ou solução) ainda não é nosso. Apesar disso, informação é de graça e só traz coisas boas. O futuro nos reserva muita coisa nova e é empolgante saber que a saúde sexual da mulher está em pauta. Ainda que com menos clareza e eficiência do que o ideal. Quem sabe os próximos passos não sejam mais seguros. E, melhor ainda, acessíveis em nosso país.

Viagra Feminino: o que já sabemos? was last modified: novembro 29th, 2019 by João
Category : Geral
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